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Jornal do Brasil - RJ 27/12/2009 - 11:46 |
Quando uma segunda língua decide o emprego
Empresas recorrem a auditoria linguística para testar conhecimento
Da Redação
Um belo dia aparece a oportunidade tão esperada. O emprego certo. Mas eis que surge a exigência principal para ocupar a vaga: fluência em outro idioma, além do português.
Se a pessoa tem amplo conhecimento da língua estrangeira, as chances são imensas. Caso contrário, o sonho acaba antes da entrevista. Mais grave ainda, é quando se está empregado e é necessário telefonar para um cliente no exterior ou receber e-mail, e não consegue compreender a mensagem.
Por isso, muitas empresas têm optado por verificar de maneira segura o verdadeiro conhecimento de língua estrangeira por parte de seus funcionários. A forma encontrada é o Bulats, sigla em inglês para Business Language Testing Service. Chancelado pelo Cambridge, o teste foi criado especialmente para a área de business e é um diagnóstico internacional que avalia a habilidade linguística nos idiomas inglês, alemão, espanhol e francês. Por meio do exame, a empresa pode diagnosticar o nível do idioma dos candidatos em processo seletivo ou de seus colaboradores.
A empresa que solicita a aplicação do teste recebe os resultados em relatórios individuais, seguindo padrões internacionais. Dessa forma, é possível saber exatamente qual foi o desempenho do candidato e em que nível ele se encontra naquele idioma.
Impor tância Segundo Nélio Georgini, diretor do curso ER e mestre em linguística, o bulats enriquece o processo de ensino-aprendizagem por ser um instrumento que conta com a pesquisa séria de Cambridge na relação entre língua estrangeira e realidade profissional, trazendo um caráter mais globalizado para o processo de avaliação.
– O Bulats é uma avaliação séria com melhor custo benefício.
Logo, as políticas de idiomas das empresas que já fizeram ou estão fazendo reflexão sobre custos, se tornou a saída para continuar com o controle justo do processo – garante Georgini.
Para ele, a globalização impôs às empresas, independentemente do tamanho, estarem atentas às oportunidades internacionais, o que obriga a ter em seus quadros pessoal que realmente domine um idioma e não apenas saiba superficialmente.
– As empresas estão em busca de um mix de personalização e generalização, ou seja, estão preocupadas com os mercados locais e antenadas com o mundo – destaca.
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