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Gazeta de Alagoas - AL

Porque sem cultura não há qualidade de vida

Como você definiria o espaço dedicado à cultura em Maceió? Satisfatório ou insuficiente?

Ramiro Ribeiro

5.656. A lei municipal assinada em 21 de dezembro de 2007 pelo prefeito Cícero Almeida (PP) bem que poderia ter alterado os rumos do cenário cultural de Maceió. Poderia, mas não alterou. Quase cinco anos depois e na reta final de uma gestão dupla de oito anos, a Lei Municipal de Incentivo à Cultura não saiu do papel. E esse é apenas um dos problemas que atingem o setor na capital alagoana.

Problemas que causam uma espécie de insatisfação permanente na classe artística. Sem o instrumento do incentivo a empresas privadas para que invistam no patrocínio de projetos por meio de renúncia fiscal, os produtores culturais assistem ao naufrágio de suas iniciativas, agora já não tão frequentes. À ausência de uma política sistemática por parte do órgão responsável pela cultura na estrutura municipal, a Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), somam-se verbas exíguas, a inexistência de equipamentos culturais geridos pela prefeitura e um calendário de eventos esparso e inconsistente.

E essa realidade se torna ainda mais cristalina quando consultamos os números. De 2005 para cá, o orçamento total da prefeitura, que prevê gastos com ações e projetos de todos os órgãos que compõem a administração municipal, saltou de R$ 619.895.642 para R$ 1.718.445.216, um aumento de quase 200%. Na prática, o valor disponível para o custeio de despesas operacionais e investimentos quase triplicou. Já os recursos destinados à cultura apresentam uma nítida oscilação.

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