- Diário de Cuiabá - MT
- 10.07.2012 - 03:00hs
Agradecimentos
LORENZO FALCÃO
Com licença, por favor, desculpe e muito obrigado. Palavrinhas mágicas. Praticadas diariamente ajudam a diminuir o nível do stress, aquele bichinho que ataca quase todos os dias. Mas nunca se furte do uso de certas siglas, como 'pqp', porque nem tudo que acontece deve descer goela abaixo sem restrições.
Aprecio os agradecimentos. E a conversa de hoje é escancarar meus agradecimentos aos colaboradores do DC Ilustrado. Especialmente àqueles que me enviam crônicas e/ou escritos afins, para serem publicados todos os domingos, na página 3 do caderno. A Luís Gonçalves, Valéria del Cueto e Juliana Curvo, o meu muito obrigado, do fundo do coração.
Escrever um texto para que ele se torne público não é mole não. Até aqueles que estão acostumados a isso, como escritores e jornalistas, quando deságuam suas ideias em letras, estão sempre correndo contra o tempo para que seus escritos cumpram o prazo. Quando é um texto meramente jornalístico, basta ao autor se pautar no factual e ter um domínio relativo da escrita é suficiente.
Mas, quando é um texto mais liberto e tende a ter uma pegada mais literária, em primeiro lugar, o autor está dando a sua cara a tapa. Sim, uma crônica precisa de despertar a relação mais íntima com o leitor, para cativar sua atenção e interesse. Não é fácil.
Mesmo os artistas mais experientes e de grande projeção, quando fazem seus textos semanais, costumam demonstrar grande zelo profissional no cumprimento dessa tarefa. Gosto de me lembrar de um episódio, ocorrido em 2001, quando o dramaturgo Gerald Thomas esteve em Cuiabá participando de um evento. A convite de Glorinha Albuês, que articulou a vinda de Thomas, fui recebê-lo e tive a oportunidade de conversar bastante com ele.
Já na primeira meia hora de conversa, percebi uma certa preocupação do dramaturgo para com a programação que cumpriria em Cuiabá. "Porque você está tão preocupado com a questão do seu tempo aqui?", indaguei-lhe. E ele me confessou que dentro de três dias precisava terminar um texto que seria publicado em sua coluna semanal na Folha de São Paulo.
Com base nesse exemplo de Gerald Thomas e de sua consciência profissional, e também na minha lide semanal de preparar com carinho algumas palavras para a publicação aqui neste espaço, algo que não está diretamente relacionado com o caderno que edito; faz horas que planejava agradecer publicamente aos meus prezados colaboradores. São apenas palavras. É um gesto imaterial. Algo que não tem preço, só apreço. Acima de tudo, porque um bom editor precisa, além de reconhecer o trabalho dos parceiros, mostrar que o conhecimento e a cultura que acumula ao longo dos anos, também têm serventia para lapidar sua educação.
LORENZO FALCÃO é editor do DC Ilustrado e escreve neste espaço às terças-feiras
tyrannusmelancholicus.blogspot.com




